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Textos Educativos

28/10/2015
PARA CONSTRUIR O MUNDO QUE QUEREMOS - ENSINAR A COMPREENSÃO

ENSINAR A COMPREENSÃO

Por Edgar Morin

 

A comunicação triunfa, o planeta é atravessado por redes, fax, telefones celulares, modems, internet. Entretanto, a incompreensão permanece geral. Sem dúvida, há importantes e múltiplos progressos da compreensão, mas o avanço da incompreensão parece ainda maior.

            O problema da compreensão tornou-se crucial para os humanos. E, por este motivo, deve ser uma das finalidades da educação do futuro.

            Lembrando-nos de que nenhuma técnica de comunicação, do telefone à internet, traz por si mesma a compreensão. A compreensão não pode ser quantificada. Educar para compreender a matemática ou uma disciplina determinada é uma coisa; educar para a compreensão humana é outra. Nela se encontra a missão propriamente espiritual da educação: ensinar a compreensão entre as pessoas como condição e garantia da solidariedade intelectual e moral da humanidade.

            A comunicação não garante a compreensão.

            A informação - se for transmitida e compreendida - traz inteligibilidade, condição primeira necessária, mas não suficiente, para a compreensão.

            Há duas formas de compreensão: a compreensão intelectual e objetiva e a compreensão humana intersubjetiva. Compreender significa intelectualmente aprender em conjunto, “com-prehendere”, abraçar junto (o texto e seu contexto, as partes e o todo, o múltiplo e o uno). A compreensão intelectual passa pela inteligibilidade e pela explicação.

            A compreensão humana vai além da explicação. A explicação é bastante para a compreensão intelectual ou objetiva das coisas anônimas ou materiais. É insuficiente para a compreensão humana.

             Esta comporta um conhecimento de sujeito a sujeito.  Por conseguinte, se vejo uma criança chorando, vou compreendê-la, não por medir o grau de salinidade de suas lágrimas, mas por buscar em mim minhas aflições infantis, identificando-a comigo e identificando-me com ela. O outro não apenas é percebido objetivamente, é percebido como outro sujeito com o qual nos identificamos e que identificamos conosco, o “ego alter” que se torna “alter ego”. Compreender inclui, necessariamente, um processo de empatia, de identificação e de projeção. Sempre intersubjetividade, A COMPREENSÃO PEDE ABERTURA, SIMPATIA E GENEROSIDADE. 

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