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09
MAR
   Relato do Segundo EntrePais

No último dia 09 de março de 2017 aconteceu o segundo ENTREPAIS da Casa da Tia Léa, um projeto pensado por um grupo de mães que perceberam a riqueza de se construir um diálogo permanente entre as famílias e a escola.

         Assim, a partir de algumas trocas de mensagens entre os pais, surgiram diversos pontos de vista, hipóteses, possibilidades, indignação e algumas reflexões sobre cultura, convivência, tolerância. O tema do encontro foi: “O MEU, O SEU, O NOSSO OLHAR: tolerância e convivência”.

         Participaram doze mães, três pais e a vice-diretora, Rafaela Sampaio Mendes. Todos vivenciaram uma dinâmica ao olhar de diferentes pespectivas o comportamento de um rapaz que tornou-se enredo de toda discussão. Para finalizar, ouvimos o relato do próprio personagem que, naquele momento, também estava sendo analisado pelos pais presentes.

         Quem era o rapaz da dinâmica? Nós o conhecíamos para analisá-lo ali, em grupo?

         Detalhar neste texto as entrelinhas dessa vivência não terá o mesmo impacto reflexivo, mas pode-se garantir que muitas dúvidas apareceram, muitos questionamentos foram levantados, muitas reflexões pessoais foram expostas ao grupo, diversos pontos de vistas foram debatidos sobre o outro, sobre o respeito a ele, sobre o que falamos do outro, como julgamos o outro e como convivemos com ele. Ainda esteve em debate qual nosso grau de tolerância com o outro, o outro, o outro, o outro…

         E EU?

         Eu incorporo uma imagem que a sociedade me impõe ou tenho atitudes próprias? EU tenho coragem de fazer coisas diferentes correndo o risco de não ser aceito no grupo? Eu ja parei para pensar se o meu filho quer ser/fazer o que eu quero que ele seja/faça? EU ja parei para refletir se estar conivente com a postura da sociedade, mesmo que esteja contra meus valores ou crenças, mas que me faz ser aceito em um grupo, é uma atitude correta? EU ja refleti quantas vezes eu posso ter desrespeitado o outro para satisfazer as minhas vontades, ou aquilo que a sociedade impõe?

         Em resumo, o encontro levantou questionamentos que podem se resumir principalmente em aspectos como tentar entender por qual razão temos tanta intolerância e prejulgamentos com o outro sem ao menos conhecê-lo. E ainda: não seria interessante tentar entender os motivos do comportamento do outro e suas atitudes?

         Cada grupo com três ou quatro participantes teve a oportunidade de expressar seu ponto de vista após algumas reflexões. A seguir, montou um cartaz com um boneco que retratava a imagem ou as principais características do rapaz analisado na dinâmica.
                  
         Que sujeito ESTRANHO!!!

         Ele é branco, negro ou amarelo? Luta pelas suas vontades ou para satisfazer a vontade dos outros? É egoísta ou apenas busca realizar seu sonho? É estupido e grosseiro ou naquele momento só tinha foco para alcançar um objetivo? Era amado de forma ineficiente ou maltratado pela sociedade e família ou ainda, naquele dia em especial, tinha passado a noite em claro, pensando ansiosamente em cada detalhe de como transformar seu sonho em realidade no dia seguinte?

         E você leitor, pai, mãe, avó, tio, professor? Já sentiu raiva em um único dia quando algo que queria muito conquistar deu errado? Você sorriu ou xingou? Desabafou ou se calou? Chorou e não quis comentar ou saiu sorrindo para que ninguém percebesse sua angústia?

         Em certo momento do encontro, nos demos conta de estarmos ali reunidos e analisando as impressões de uma única pessoa por diversos pontos de vista sem ao menos conhecê-la. Intuitivamente, estávamos fazendo um prejulgamento de seu comportamento para o bem ou para o mal.

         E quantas vezes ja fizemos ou fazemos isso no dia a dia? Será que também fazemos julgamentos antecipados daquele vizinho, daquela criança que brinca com nossos filhos, daquela criança diferente que está inserida na classe? E aquele amigo mais revoltado ou agressivo que normalmente aconselhamos que nossos filhos se afastem, será que teríamos uma maneira de ajudá-lo antes de ignorá-lo? Não queremos jamais que façam bullying com nossos filhos, mas o que estamos fazendo ao prejulgar o outro? O que estamos fazendo quando não temos tolerância com o outro?

         Somos pais protetores e conhecemos muito bem nossos filhos a ponto de sabermos se está ou não mentindo, se está sofrendo, se está ou não sendo alvo de uma perseguição infantil…; e pensando por esse lado, iremos protegê-lo sempre das pessoas que o atingem…

         Mas quando ele crescer e enfrentar situações semelhantes na faculdade, no trabalho, na sociedade: eu terei essa mesma autonomia para defendê-lo pessoalmente? Se a mamãe aparecer na faculdade para proteger um filho, ele poderá ser alvo de piada, não é assim?

         Diante do cenário acima, será que eu ensinei meu filho quando criança  que a vida é assim e o ajudei a crescer autônomo, seguro e com autoestima equilibrada?

         Reflexões sobre tolerância, convivência, trocas, desabafos,
acolhida resume o meu, o seu, o nosso EntrePais.

Lana Paula Crivelaro

Mensagens posteriores ao encontro:

Verônica: “Dica de filme que tem relação com o tema da palestra: MoonLight.”

Cristiane: "Sonho que se sonha junto vira realidade"!!!

Alynne: "Foi ótimo; por mais momentos como este!"

Cristiane: "Muito boa a presença masculina!!! Bom ver cada vez mais pais nestes encontros!!!

Andréa: Lindos registros! Amei!! Obrigada, Lana e Kelly, por terem sido nossas facilitadoras e preparado tudo com tanto amor!!!

_________”Obrigada pela dedicação de vocês, Lana e Kelly, foi meu primeiro EntrePais. Adorei!!!”

Kathia: “Foi muito bom, Obrigada, Cris, Lana e Kelly!”

Renata: “Gente, foi bom demais!”

Cynthia: “Meninas, meu primeiro encontro e amei, encontrei pessoas sinceras, de coração aberto, sem medo de colocar suas emoções e com sincera vontade de evoluírem como seres humanos, obrigada! Saí mais sábia!”

Cristiane: Ontem, ao deitar para dormir, as reflexões demoraram a se aquietar. E pensando em tudo que aconteceu, acredito que o mais rico desses momentos é exatamente a abertura e entrega de todos que participaram, para pensarmos juntos nos enriquecimentos com respeito e sem julgamentos, contribuindo para que cresçamos como indivíduos e pais dos nossos pequenos. Avante!!!”

Renata: “Pessoal, sobre ontem, lembrei de um pensamento de Mário Sérgio Cortella que adoro:  ‘Em um mundo que muda com velocidade, se eu não olhar o outro como fonte de conhecimento de onde ele veio, de como ele faz, do modo como ele atua, eu perco uma grande chance de renovação. O outro me renova, nós nos renovamos.’ Que venha o próximo!!!”



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