Aumentar tamanho das letras Diminuir tamanho das letras Voltar Página inicial Versão para impressão


BLOG
30
ABR
   Interpais

Caros Pais,

                O nosso último Interpais, com o tema “PAIS EDUCADOS E AMIGOS = FILHOS MADUROS E BEM-SUCEDIDOS?”, foi um momento rico de troca de experiências, sentimentos e saberes, que proporcionou muitas reflexões. Uma tarefa difícil seria responder a essa questão em tão pcouco tempo, mas conseguimos juntos pensar sobre o significado das palavras temáticas, e ter uma convicção conjunta, independente de qualquer coisa: pais precisam ser referências afetivas e de valores sociais. Para isso, os limites e as regras precisam ser postos, de forma clara. Tal aspecto poderá provocar muitas frustrações, mas aprender a reagir a elas e sustentá-las é um aprendizado essencial para nossas crianças, durante toda uma vida.

 

Muitas lembranças de nossas infâncias vieram à tona. Assim, sentenças ditas e repetidas tantas vezes por nossos pais e avós deixavam claro o que se esperava de nós, o que era certo e errado, ou seja: tínhamos parâmetros. Sim, também nada era perfeito, por isso construímos outro modelo de educação familiar. Ao olhar para nosso dia a dia nos demos conta dos aspectos positivos, das conquistas desse momento histórico, mas também das dificuldades que vivemos hoje na relação com nossas crianças. Nossos filhos têm ocupado um lugar central na família contemporânea, e muitas vezes nem percebemos que nossas escolhas - sejam de restaurantes, passeios, músicas que ouvimos no carro, o que assistimos de noite na TV, como exemplos - são feitas por nossas crianças. E o que isso tem acarretado para o processo educativo delas?

Refletimos sobre esses dois formatos, e questionamos se atendem a nossos atuais anseios e demandas sociais. Chegamos à conclusão que não. Então, que novo modelo de educação familiar precisamos ou já estamos construindo?  Estamos atentos ao tamanho da nossa responsabilidade enquanto protagonistas de uma história que está sendo escrita agora? Que adulto estamos formando?

Limites.

Frustrações.

Perguntamo-nos:

- Como nossas crianças estão lidando com suas frustrações?

- Enquanto pais, estamos permitindo que nossas crianças se frustrem? Aprendam a se frustrar? “Ou temos receio de que sejam muito pequenos para compreender”? Ou cedemos aos limites muitas vezes por cansaço, culpa, medo ou proteção?

- O que estamos ensinando quando abrimos exceções, quando modificamos as situações para atender aos desejos de nossos filhos? Quantas vezes mascaramos ou suavizamos o real por sabermos que a criança não aceitará o que será proposto?

- Na relação que nossos filhos estabelecem com seus pares, na escola ou em outros ambientes sociais, como estamos permitindo o contato com as frustrações? O que eles podem aprender nesses contextos e que não temos permitido, por nos antecipar ou intervir rapidamente?

- Temos convicção que amar também é dizer não? Sustentá-lo inclusive? E assim poder desenvolver resiliência, criatividade, autoconfiança, superação, autonomia?

Algumas dessas questões compartilhamos ricamente, mas não se esgotaram. Outros temas - como a interferência dos aparelhos eletrônicos, mídias e internet na educação de nossas crianças, assim como a participação dos avós no cotidiano familiar - foram brevemente conversados. A partir de todo esse contexto propomos a continuação destes encontros para abordarmos os temas acima. Agendem-se, então: dia 29/05 nos encontraremos! O primeiro tema será o dos eletrônicos. Levem suas experiências, conhecimentos, convicções e incertezas para compartilharmos e novamente fazermos uma bela roda de conversa.

Até breve,

Alice e Carol

Serviço de Psicologia

 

 

 



Aumentar tamanho das letras Diminuir tamanho das letras Voltar Página inicial Versão para impressão
COMENTE AQUI!
Nome
Nome é necessário.
Comentário
Comentário é necessário.Máximo de 500 caracteres.

Comentários

Seja o primeiro a comentar.
Basta preencher o formulário acima.


INÍCIO

QUEM SOMOS

SERVIÇOS
INFORMAÇÕES
ÁREA RESTRITA

FALE CONOSCO
www.igenio.com.br