Depoimentos dos Pais

Nosso agradecimento à Casa da Tia Léa

Estamos chegando ao ultimo ano de nossos filhos na Casa da Tia Léa.
Quando pensávamos como seria, uma voz lá no intimo nos confortava: Não pense nisso, ainda está longe!

Só que o tempo passa e Ufa! Já estamos no quinto ano e com ele muitos sentimentos tomam conta de nós. O que podemos dizer a respeito?

Que sentimos mais do que as palavras podem expressar.

Um misto de saudade, dor e gratidão toma conta de nós. Cada um traz consigo sentimentos indescritíveis, por tudo que aqui viveram.

Gratidão é o maior sentimento. Paraíso seria o endereço mais preciso, como escutamos da amiga Jane Ruth.

São anos de aprendizado, amor, carinho e cuidado com o nosso bem mais precioso. Aqui experimentamos a verdadeira amizade entre família e escola. Uma parceria pautada na confiança.

Tivemos a melhor pedagogia para nossos filhos, além da formação humana respaldada no respeito, na empatia e na amizade. São valores que os acompanharão para sempre onde quer que estejam..

Uma das definições de saudade, é que saudade é o amor que fica.

O amor a Casa da Tia Lea será eterno. Casa de amor, de carinho, de compreensão , de dedicação e de acolhimento. O ato de acolher é a sua especialidade. Somos todos acolhidos.

Os nossos sinceros agradecimentos a todos que fazem desta escola um lugar ímpar, singular e que torna os dias mais coloridos. Citando a frase do psiquiatra e psicoterapeuta Carl Jung: “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.” E na Casa da Tia Léa é assim, toca-se a alma humana, faz o bem, sem olhar a quem… A felicidade está nas coisas simples da vida e aqui é ensinada a valorização de cada uma delas.

Muito obrigada por tudo que fizeram por eles e por nós. Como diz a musica que transborda a essência de todos esses anos, uma amizade longa e verdadeira: “A sua amizade eu jamais esquecerei, a sua amizade me faz bem…”

Com carinho,

Famílias do 5º ano A

Andrea Esmeraldo, mãe do Gabriel Esmeraldo

Kamila Cardoso, mãe do Kaio Cardoso

Procuramos um lugar
que nos fosse acolhimento
nessa casa encontramos
logo no primeiro momento

Mas não podia ser algo
que surgisse de uma vez só
precisava ser construído
desatando nó a nó

Bem como numa casa
começou a construção
cada dia um pedacinho
que nos enche de gratidão

O respeito à diferença
o valor da simplicidade
não tem a ver com inocência
foi aprendido de verdade

Vejo meu filho mais forte
seguro, inteiro e feliz
não lhe falta um norte
existe algo lá dentro que lhe diz

Sabe que do mundo é parte
que dele precisa cuidar
que a mais nobre arte
é essa de amar

É essa a escola escolhida
com a razão e o coração
ela é cheia de vida
na sua nobre missão

Não queria que fácil fosse
queria que fizesse sentido
é que também pudesse ser doce
o que precisava ser aprendido

É mais que lições de casa
aprendemos a acreditar
que escolas que são asas
muito mais podem dar

Cuidar dos seus desejos
e do grupo pertencido
pode parecer lampejo
tantas vezes esquecido

Se tanta gente soubesse
que não precisa correria
cada criança que cresce
carrega sabedoria

É preciso escuta e respeito
e muita sensibilidade
não é caçando defeito
que se educa de verdade

E num olhar de incentivo
ou numa mão estendida
nasce o desejo vivo
de cada meta cumprida

E sigamos de mãos dadas
com nossa fé e sorte
cada crianças cuidada
é um adulto mais forte.

Temos verdadeiros laços
entre filhos e pais amigos
somos cada um pedaço
desse lugar de abrigo

A saudade chega aperta
mas é tempo de comemorar
encerramos uma meta
mas não paramos de sonhar

Obrigada a cada um que faz parte dessa história,
são lembranças muito  lindas
que levamos na memória.

Com carinho,

Mãe do Levi e da Lina

Desde o mês passado, vivia numa contagem regressiva, pedindo que os dias se arrastassem para não ver chegar esse que foi o último da Luiza como aluna da Casa da Tia Léa.

Cruzar o portão dessa casa pela última vez nessa condição me arrancou lágrimas. Foram quase seis anos de acolhimento e muito aprendizado pra Luiza e pra mim.

Sim, pra mim também, porque quando a gente vive a experiência de levar um filho pela primeira à escola, é difícil saber quem está mais inseguro e a Casa da Tia Léa sabe compreender esse momento como ninguém.

Minha eterna gratidão à Zoca, que me conquistou desde o primeiro contato, a Alice pela paciência e orientações a cada dúvida e medo que surgia, a todas as professoras e auxiliares que dedicaram conhecimento e carinho à minha filha, as tias da psicomotricidade (a Luiza esperava o dia da “psico” com ansiedade porque amava), as “teachers” do inglês, ao tio Daniel e equipe que sempre produziram eventos lindos e emocionantes, aos profissionais da cozinha e da limpeza por cuidar dessa escola com tanto zelo, ao Francisco, em nome de todos os que ajudam na portaria e nos recebem sempre com simpatia e disposição, à Rosália por conduzir essa “Casa” tão bem e o meu agradecimento especial à Marilack, que foi um anjo pra gente nesses últimos anos.

A Casa da Tia Léa nos ensinou que escola boa é a que construímos juntos, é a que diz o que tem que ser dito, a que ouve e tem humildade pra corrigir eventuais falhas e que, acima de tudo, não faz distinção. Vocês estarão sempre em nossos corações.

Muito obrigada!!!

Aline Oliveira, Mãe da Luiza Oliveira

Entramos para conhecer, escolher uma escola para deixar nosso pequeno Lucas todos os dias pela manhã. Queríamos um lugar agradável, onde ele pudesse aprender e brincar, onde tivesse carinho e fosse bem cuidado.

Não houve muitas dúvidas, foi amor à primeira vista.

O nome não podia ser mais adequado: aqui, não é simplesmente uma creche-escola, é uma CASA. Uma casa onde crianças e adultos sentem-se aconchegados, onde todos são iguais- respeitando-se suas diferenças, onde todos parecem felizes, onde esbarramos sempre em pessoas simpáticas e prestativas.

Quando o Lucas saiu, ao entrar no 2o ano, a Carol já estava lá havia seis meses. Então, nossa história com a Tia Léa apenas continuou: saiu um, o outro ficou. Foram nove anos de uma convivência agradabilíssima.

Fazendo uma retrospectiva, não lembro de uma vez sequer que tenhamos tido um aborrecimento mais sério. Aliás, muito pelo contrário, quase não houve aborrecimentos. Uma ou outra questão que precisasse ser resolvida foi resolvida. Aqui, nunca houve pendências. Mas, agora… Agora, chegou a vez da Carol. Ela terminou o 1o ano e vai sair da escola. Acho muito difícil descrever o que estou sentindo: um misto de tristeza, saudade, melancolia e gratidão.

Não temos outro filho, mas a nossa história com essa “casa” não chegou ao fim: ela estará para sempre em nossos corações. Aproveitamos para agradecer, publicamente, a todos os profissionais que fazem dessa escola um lugar único e agradecemos, em especial, a todas as maravilhosas professoras e auxiliares de sala de nossos filhos; aos porteiros Francisco e Souza, sempre tão prestativos e atenciosos e com um “bom-dia” cheio de alegria; ao tio Daniel, que encheu a escola com mais energia e emoção através da sua arte; à tia Zoca, que é a doçura em pessoa; à tia Marilack, sempre tão cuidadosa; à tia Alice, que tem o dom de acalmar; à tia Yaskára, que nos deixa certos de que vai tudo muito bem e à Rosália, que coordena tudo isso com competência e amor, muito amor.

Obrigada por tudo, todos esses anos.

Fabrícia Arraes, Mãe da Carolina Arraes

Tá acabando!!!!! Como é difícil sair de casa. Sim, lá verdadeiramente é a nossa casa, pois lá temos uma família.

Família que foi construída com carinho, amor e respeito durante esses 6 anos e 5 meses.

Obrigada a todos da Casa da Tia Léa por ter cuidado tão bem de nós durante todo esse tempo.

Vocês moram nos nossos corações!

Lilian Parente, mãe do Expedito Neto

Esta carta é para uma família inteira e meu empenho é tentar traduzir em palavras muitos sentimentos.

O primeiro, e mais importante é o de gratidão! Sou muito grata por tantos momentos de vida e tantas conquistas que nossa relação proporcionou à mim e a minha família.

Desde o primeiro contato com as berçaristas, quando deixei minha pequena Ana Tereza aos 7 meses sob os cuidados de uma casa que aos poucos pude também habitar e me sentir acolhida, passando por todas as etapas de uma mãe cheia de dúvidas que se confortou no encontro com tia Flavinha, tia Zoca, tia Marilac, tio Ronaldinho, tia Nívia, tia Maria, tia Karla, tio Dani, tio Ferreira, tia Rafaela, tia Adriana, tia Ana, e tantos outros profissionais competentes, cuidadosos e parceiros, até a evolução do meu fazer profissional no que diz respeito a educação, sobretudo à arte-educação!

Tem algo que gostaria de dizer, apesar de achar que isso é claro entre nós.

Antes eu não poderia imaginar que o meu trabalho de artista poderia ser tão valorizado!

A realidade da carreira profissional de um artista que vive nesta sociedade, um tanto quanto alienada, é muito cruel. Entre os altos e baixos de visibilidade e continuidade de realização de projetos, lidamos com as dificuldades de um péssimo retorno financeiro o tempo inteiro.

A permuta entre os serviços que trocamos concedeu, sob meu olhar, ao meu trabalho de atriz e de cantora um reconhecimento e um valor inestimável!

Enxergar que o meu ofício, aquele que descobri como vocação desde pequenina quando eu frequentava a escola, foi o grande provedor de algo tão importante e significativo na vida da minha filha, despertou em mim um desejo de busca por condições para conseguir realizar as ideias e os projetos que pulsam dentro do meu ser-artista!

Muito obrigada!

Para além de tudo isso, eu ainda sinto que continuarei agradecendo, e se faz necessário tocar noutro sentimento; o afeto. Ouvi, vi e percebi diversas vezes a Rosália e sua família tratando desse ponto com muito cuidado e muita naturalidade. Toda a afetividade presente em cada canto desta escola rege as diretrizes do cotidiano de quem trabalha e de quem estuda ali. Eu sou exemplo disso. Eu, minha filha, os amigos que fizemos, os alunos que conheci dentro da Casa da Tia Léa e os que conheci chegando no colégio Santa Cecília. São características sutis, contudo, profundamente arraigadas em todos que vivenciam experiências nesta casa.

A permissão que me foi dada para chegar tão perto desta casa e desta família me permitiu também chegar a um ponto de observação e respeito e desta forma pude apreender lições pra vida!

A decisão de levar Ana Tereza para outra escola e de deixar a turminha de teatro não foi nada fácil. Foi necessária e muito pensada. Agora até já me sinto um pouco mais segura, pois as coisas estão se ajeitando, mas a saudade é enorme.

Conversando com amigos, pais dos amigos da Teca, nós chegamos à uma conclusão; ninguém tem vontade de tirar seus filhos desta casa, nem eles de sair. Se fazemos, nos parece que será sempre por questões externas.

Bom, pra finalizar, deixo meus sentimentos de alegria, confiança e parceria! Serei mais uma “marketeira! do bem, ao me referir a esta escola. E serei sempre uma parceira! Contem sempre comigo!

Estou buscando novos passos, principalmente na trajetória da cantora e da atriz, mas continuarei sempre por perto, e me sinto desta família, da Casa da Tia Léa.

Andréa Piol, Mãe da Maria Teresa